Observe
na reportagem a seguir, na visão de um colunista, brasileiro e isento de
qualquer contaminação midiática. O mesmo é chamativo no seu conteúdo pelo fato
de ser muito grave e envolvendo duas grandes potencias bélicas mundiais. Se
tratando de um texto um pouco extenso, porém contendo um primor em se tratando
de relações internacionais.
Ao contrário desta aparente indiferença, os EUA são
mega-interessados no Brasil: uma grande potência agrícola, natural, industrial,
energética, mineral; grande potência petroleira, financeira e, além disso, uma
potencial potência bélica do planeta que exerce importante influência
geopolítica em toda a região.
Por interesse nesses atributos brasileiros, os EUA agem a favor
da dinâmica golpista que poderá substituir a trajetória de independência e de
soberania nacional iniciada em 2003 no Brasil, por um destino de dependência e recolonizarão.
Ainda que seja difícil hoje comprovar – coisa que em breve algum
wikileaks fará –, a presença norte-americana na preparação e ambientação golpista
se deu [e continua se dando] de formas invisíveis: dinheiro para financiar ONGs
e movimentos suspeitos surgidos em especial em 2013, apoio à guerra
cibernética, construção de imagem desfavorável do governo no exterior,
coordenação midiática internacional de ataques, projeção de estereótipos
militantes etc.
É uma presença silenciosa, porém muito corrosiva, muito
subterrânea, muito entranhada; uma participação mais imperceptível que aquela
que tiveram no golpe de Estado de 1964 e na sustentação da ditadura militar;
mas nem por isso menos estratégica.
Eventos dessa natureza – conspirações engendradas em golpes de
Estado – são ultra-secretos; por óbvio não ficam expostos sobre a mesa. Da
mesma forma que outros eventos impactantes em que os EUA estiveram implicados
no passado no Brasil e na América Latina, detalhes e informações acerca dos
atuais acontecimentos serão descobertos e revelados no futuro.
Neste contexto, chama a atenção a viagem aos EUA entre os dias
18 e 20 de abril do senador tucano Aloysio Nunes Ferreira, que não é em missão
oficial da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, que ele
preside no Senado Federal.
Em reportagem a esse respeito, o jornalista Glenn Greenwald
disse que a
“viagem de Nunes [Senador Aloysio] a Washington foi divulgada
como ordem do próprio Temer, que está agindo como se já governasse o Brasil.
Temer está furioso com o que ele considera uma mudança radical e altamente
desfavorável na narrativa internacional, que tem retratado o impeachment como
uma tentativa ilegal e anti-democrática da oposição, liderada por ele, para
ganhar o poder de forma ilegítima.
O pretenso presidente enviou Nunes para Washington, segundo a
Folha, para lançar uma ‘contraofensiva de relações públicas’ e combater o
aumento do sentimento anti-impeachment ao redor do mundo, o qual Temer afirma
estar ‘desmoraliz[ando] as instituições brasileiras’. Demonstrando preocupação
sobre a crescente percepção da tentativa da oposição brasileira de remover
Dilma, Nunes disse, em Washington, ‘vamos explicar que o Brasil não é uma
república de bananas’. Um representante de Temer afirmou que essa percepção
‘contamina a imagem do Brasil no exterior’ ”.
Enquanto Obama e os cônsules dos interesses norte-americanos no
Brasil labutam pelo golpe – seja silenciosamente, seja abertamente – o governo
da Rússia, através da sua Chancelaria, expressa de maneira clara sua posição
sobre a tentativa de golpe no Brasil:
“Observamos atentamente o agravamento da situação no Brasil,
surgido por causa da decisão tomada pela câmara baixa do Congresso Nacional de
iniciar o impeachment da presidente do país. A Rússia está ligada com o Brasil
por laços de parceria estratégica, por uma experiência bem-sucedida de
cooperação em várias plataformas — ONU, G20, BRICS. Esperamos que os problemas
que possam surgir neste período complexo para nosso parceiro sejam solucionados
no âmbito do Direito Constitucional, sem intervenções externas” [Agência
Sputnik Brasil].
O governo russo, quando proclama o direito à soberania do Brasil
para resolver seus problemas “no âmbito do Direito Constitucional, sem
intervenções externas”, obviamente não está se referindo ao risco de
interferência externa no Brasil pela Bolívia, pelo Paraguai, pelo Uruguai, por
Mali, por Uganda, Morávia etc.
O golpe de Estado não fere de morte apenas a democracia, mas
compromete o destino e o futuro do Brasil. Os golpistas querem sequestrar o
Brasil, para voltar a transformá-lo na Casa Grande de uma oligarquia que tem
como seus heróis, dentre outros seres abjetos, Eduardo Cunha, Paulo Maluf,
Sérgio Moro, Jair Bolsonaro, Rodrigo Janot, Gilmar Mendes, Aécio Neves, FHC,
Michel Temer, Tiririca. Por> Jefesson Milola. www.brasil247.com.br
Pobres
e miseráveis golpistas!

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