Os Carcarás estão chegando

Cientista político e historiador Moniz
Bandeira denuncia modus operandi dos EUA para desestabilizar as democracias na
América Latina. No caso do Brasil, iniciativas como a criação dos Brics e a
escolha do regime de partilha para a exploração do pré-sal, tais iniciativas despertara a ira de
Washington. Moniz
Bandeira denunciou há pouco tempo que os Estados Unidos, por meio de órgãos
como CIA, NSA (Agência Nacional de Segurança) e ONG´s a eles vinculadas,
continuam apostando no desestabilizar governos de esquerda e progressistas da
América Latina. Disse o historiador que “evidentemente há atores profissionais
muito bem pagos, que atuam tanto na Venezuela, Argentina e Brasil, integrantes
ou não de ONGs, a serviço da USAID, Now Endowment for Democracy (NED) e outras
entidades americanas, para desestabilizar nos apontados países utilizando de
todos os recursos, incluindo lideranças recrutadas junto a jovens
emocionalmente instáveis no sentido de utilizarem instrumentos que incluem protestos
de rua”.
Classificando
o historiador que; “As demonstrações de 2013, seguido das manifestações
promovidas pela direita após a reeleição em 2015 da presidente Dilma Rousseff,
afirmando ainda que tais manifestações não foram evidentemente espontâneas”,
disse o cientista político. “Os atores, com o suporte externo, fomentam e
encorajam a aguda luta de classe no Brasil, intensificada desde que o líder
sindical, Lula, foi eleito presidente da República. Os jornais aqui na Alemanha
salientaram que a maior parte dos que participaram das manifestações de 2015
para cá era gente da classe média alta para cima, classe dos endinheirados”.
Afirmou Moniz Bandeira, que reside na Alemanha e é autor de vários livros sobre
as relações Brasil—EUA. No caso
do Brasil especificamente, citou iniciativas do PT e aliados que contrariam
Washington, como a criação do Banco do
Brincs, uma alternativa ao FMI e ao Banco Mundial envolvendo também o
regime de partilha para o pré-sal, que conferiu papel estratégico à Petrobras,
deslocando as petroleiras estrangeiras. Ele lembrou também que a presidenta
Dilma foi espionada pela NSA e não se alinhou com os Estados Unidos em outras
questões de política internacional, entre as quais a dos países da América
Latina.
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