terça-feira, 12 de abril de 2016

Os Carcarás estão chegando

Cientista político e historiador Moniz Bandeira denuncia modus operandi dos EUA para desestabilizar as democracias na América Latina. No caso do Brasil, iniciativas como a criação dos Brics e a escolha do regime de partilha para a exploração do pré-sal, tais iniciativas  despertara a ira de Washington.               Moniz Bandeira denunciou há pouco tempo que os Estados Unidos, por meio de órgãos como CIA, NSA (Agência Nacional de Segurança) e ONG´s a eles vinculadas, continuam apostando no desestabilizar governos de esquerda e progressistas da América Latina. Disse o historiador que “evidentemente há atores profissionais muito bem pagos, que atuam tanto na Venezuela, Argentina e Brasil, integrantes ou não de ONGs, a serviço da USAID, Now Endowment for Democracy (NED) e outras entidades americanas, para desestabilizar nos apontados países utilizando de todos os recursos, incluindo lideranças recrutadas junto a jovens emocionalmente instáveis no sentido de  utilizarem instrumentos que incluem protestos de rua”.                                                                             
Classificando o historiador que; “As demonstrações de 2013, seguido das manifestações promovidas pela direita após a reeleição em 2015 da presidente Dilma Rousseff, afirmando ainda que tais manifestações não foram evidentemente espontâneas”, disse o cientista político. “Os atores, com o suporte externo, fomentam e encorajam a aguda luta de classe no Brasil, intensificada desde que o líder sindical, Lula, foi eleito presidente da República. Os jornais aqui na Alemanha salientaram que a maior parte dos que participaram das manifestações de 2015 para cá era gente da classe média alta para cima, classe dos endinheirados”. Afirmou Moniz Bandeira, que reside na Alemanha e é autor de vários livros sobre as relações Brasil—EUA.                       No caso do Brasil especificamente, citou iniciativas do PT e aliados que contrariam Washington, como a criação do Banco do Brincs, uma alternativa ao FMI e ao Banco Mundial envolvendo também o regime de partilha para o pré-sal, que conferiu papel estratégico à Petrobras, deslocando as petroleiras estrangeiras. Ele lembrou também que a presidenta Dilma foi espionada pela NSA e não se alinhou com os Estados Unidos em outras questões de política internacional, entre as quais a dos países da América Latina.

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