Em meio a esta concreta realidade nunca imaginado antes enquanto projeção de mercado, eis que no Nordeste começam a pipocar ações empresariais de relevo, visando construir meios e estratégias para que a região passe e venha contar com grandes grupos de comunicação disputando o universo de 54 milhões de brasileiros, significativamente se tratando de quase um terço da população do País.
São muitos os fatores, entre os quais, a perda de força e influência dos veículos instalados no Centro – Sul e o espaço aberto de um mercado comercial volumoso havendo apenas a necessidade conjuntural do Nordeste poder ser porta-voz de si mesmo, sem estereótipos, gerando a condição de emissor de sua realidade, ao invés da condição ainda existente de apenas receptor do que pensam e querem as elites sudestinas. Celso Furtado já defendia esta condição de efeito político – social antes de falecer num desastre aéreo.
Há meses que o mercado editorial no Nordeste convive com a decisão do Grupo Hapvida, ligada ao universo de Saúde, pois se trata de um Plano de Assistência Médico – Hospitalar consolidado, passou a adquirir TVs e Rádios nos 9 Estados da federação e com objetivo especifico de montar uma Grande Rede de Comunicação numa inversão de valores do que atualemnte ainda existe.

Eles adquiriram
TVs e rádios em João Pessoa, Recife, Natal, Maceió e Fortaleza e agora se
preparam para entrar no Meio Norte (Teresina e São Luis), da mesma forma pensam
e agem para chegar a capital baiana Salvador.
A tese central é
dar figura nacional interligando uma Rede de Comunicação com forte apelo
comercial e de cobertura jornalística para tomar conta do mercado dos 9 estados
da região.Embora sem dimensão nacional no tamanho pretendido, há mais de 9 anos circula nacionalmente a Revista NORDESTE – com 50 mil exemplares e já registrando forte influência nos 9 estados e em Brasilia fazendo a cobertura e leitura do Brasil pela ótica e interesse dos nordestinos sem preconceitos nem teses separatistas, como registrado tempos atrás.
Por onde circula, a publicação editada em João Pessoa (PB) atrai críticas positivas em face de seu conteúdo abordando pluralmente temas normais das várias editorias – política nacional e regional, economia, cultura, etc- com a participação de grandes nomes formadores de opinião, a exemplo de Delfim Netto, Gaudêncio Torquato, Tânia Barcelar, Ipojuca Pontes já sendo chamada a circular mais fortemente no Sudeste do País, onde contabilizam –se mais de 3 milhões de nordestinos, bem como na Flórida (EUA), ambiente muito frequentado por brasileiros.
Desde quando o paraibano Assis Chateaubriand criou os Diários Associados e consequentemente implantando a TV no Brasil, nos final dos anos 1957 no ofertar aparelhos para a Elite paulistana acessar “aquele monstrinho midiático”, extensivo a todas as capitais e principais cidades do interior do Nordeste sempre tiveram influência direta dos programas de esporte e calouros, além da macro – cultura sobretudo do Rio de Janeiro, daí o fato de muita gente torcer mais por times do Rio do que de suas cidades.
Em síntese, o Nordeste se prepara para ter grupos de comunicação de peso na expansão da auto-estima e da valorização ampliada de sua identidade com resultados financeiros em termos de mercado.
...O Jornal A TARDE, o mais importante jornal centenário da Bahia, acaba de ser negociado pelo valor de R$ 20 milhões em face da grave crise econômica a que se submeteu.
...Em Recife, o mais antigo jornal Diário de Pernambuco também foi vendido para um jovem grupo de advogados/economistas, isto em face das péssimas condições para os Diários Associados com sede em Brasil manterem o veiculo circulando, pois acumulava alto prejuizo. É assim que a região nordestina pretende levar e elevar a sua cultura num primeiro passo, a propria região e daí seguindo adiante nos quatro cantos do país e do universo. Fonte> www.brasil 24/7.

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