domingo, 15 de novembro de 2015

Rede Nordestina de Comunicação

 Se encontra nascendo na região nordestina numa versão moderna "tempos atuais" da ex Rede Tupi de Televisão...Qualquer aluno “Foca” (inexperiente que seja) sabe de cor e salteado, independente da faculdade que esteja frequentando, sabe muito bem que a Grande Mídia no Brasil sempre se concentrou no eixo Rio e São Paulo (redes de TVs, jornais, revistas, etc) as  quais vivenciam na atualidade, a maior crise de sua história, tanto do ponto-de-vista da auto-sustentação, ou seja de faturamento e quanto no quesito credibilidade diante de suas posturas alinhada a esquemas políticos, sobretudo seletivamente contra as ações do PT e cia, sem contudo abrigarem mais o Jornalismo plural e profissional de antes.
Em meio a esta concreta realidade nunca imaginado antes enquanto projeção de mercado, eis que no Nordeste começam a pipocar ações empresariais de relevo, visando construir meios e estratégias para que a região passe e venha contar com grandes grupos de comunicação disputando o universo de 54 milhões de brasileiros, significativamente se tratando de quase um terço da população do País.
São muitos os fatores, entre os quais, a perda de força e influência dos veículos instalados no Centro – Sul e o espaço aberto de um mercado comercial volumoso havendo apenas a necessidade conjuntural do Nordeste poder ser porta-voz de si mesmo, sem estereótipos, gerando a condição de emissor de sua realidade, ao invés da condição ainda existente de apenas receptor do que pensam e querem as elites sudestinas. Celso Furtado já defendia esta condição de efeito político – social antes de falecer num desastre aéreo.
Há meses que o mercado editorial no Nordeste convive com a decisão do Grupo Hapvida, ligada ao universo de Saúde,  pois se trata de um Plano de Assistência Médico – Hospitalar consolidado, passou a adquirir TVs e Rádios nos 9 Estados da federação e com objetivo especifico de montar uma Grande Rede de Comunicação numa inversão de valores do que atualemnte ainda existe.

Eles adquiriram TVs e rádios em João Pessoa, Recife, Natal, Maceió e Fortaleza e agora se preparam para entrar no Meio Norte (Teresina e São Luis), da mesma forma pensam e agem para chegar a capital baiana Salvador.
A tese central é dar figura nacional interligando uma Rede de Comunicação com forte apelo comercial e de cobertura jornalística para tomar conta do mercado dos 9 estados da região.
Embora sem dimensão nacional no tamanho pretendido, há mais de 9 anos circula nacionalmente a Revista NORDESTE – com 50 mil exemplares e já registrando forte influência nos 9 estados e em Brasilia fazendo a cobertura e leitura do Brasil pela ótica e interesse dos nordestinos sem preconceitos nem teses separatistas, como registrado tempos atrás.
Por onde circula, a publicação editada em João Pessoa (PB) atrai críticas positivas em face de seu conteúdo abordando pluralmente temas normais das várias editorias – política nacional e regional, economia, cultura, etc- com a participação de grandes nomes formadores de opinião, a exemplo de Delfim Netto, Gaudêncio Torquato, Tânia Barcelar, Ipojuca Pontes já sendo chamada a circular mais fortemente no Sudeste do País, onde contabilizam –se mais de 3 milhões de nordestinos, bem como na Flórida (EUA), ambiente muito frequentado por brasileiros.
Desde quando o paraibano Assis Chateaubriand criou os Diários Associados e consequentemente implantando a TV no Brasil, nos final dos anos 1957 no ofertar aparelhos para a Elite paulistana acessar “aquele monstrinho midiático”, extensivo a todas as capitais e principais cidades do interior do Nordeste sempre tiveram influência direta dos programas de esporte e calouros, além da macro – cultura sobretudo do Rio de Janeiro, daí o fato de muita gente torcer mais por times do Rio do que de suas cidades.
Em síntese, o Nordeste se prepara para ter grupos de comunicação de peso na expansão da auto-estima e da valorização ampliada de sua identidade com resultados financeiros em termos de mercado.
...O Jornal A TARDE, o mais importante jornal centenário da Bahia, acaba de ser negociado pelo valor de R$ 20 milhões em face da grave crise econômica a que se submeteu.
...Em Recife, o mais antigo jornal Diário de Pernambuco também foi vendido para um jovem grupo de advogados/economistas, isto em face das péssimas condições para os Diários Associados com sede em Brasil manterem o veiculo circulando, pois acumulava alto prejuizo. É assim que a região nordestina pretende levar e elevar a sua cultura num primeiro passo, a propria região e daí seguindo adiante nos quatro cantos do país e do universo. Fonte> www.brasil 24/7.

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