terça-feira, 24 de novembro de 2015

Fogo "amigo"além fronteira

Presidentes Dilma- Brasil / Cristina kirchner  e o eleito Maurício Macri - Argentina.
A derrota do candidato de Cristina Kirchner na Argentina é apresentada pela oposição brasileira como uma prova - mais um das dificuldades que aguardarão o Partido dos Trabalhadores nas eleições de 2018. Empregando termo 'fim de ciclo' para acentuar uma visão ilógica como ingrediente de pessimismo. Observa Paulo Moreira Leite; antes de acreditar numa teoria de dominó conservador no Continente, cabe lembrar que o conservador Mauricio Macri, porém, ganhou a presidência por uma vantagem de 2,8% dos votos, menor que a diferença de Dilma sobre Aécio em 2014, lembra o jornalista, em artigo; para ele, "a presença de um governo à direita em Buenos Aires em nada ajuda o governo brasileiro, mas é cedo para entregar o ouro, a prata e as pedras preciosas de um projeto de valor histórico”.
No que achamos e para completar muito estranha as declarações do recém- eleito presidente da argentina. O mesmo imediatamente após a confirmação da sua vitória e sem mesmo assentar-se ao trono, foi logo abrindo o jogo de que não deseja continuar numa boa parceria com os países governados pela Social Democracia do continente. Em outras palavras, que “melará” as relações do seu país em qualquer situação que entre os países ajustados com a social democracia e de cara detonando “logo de saída” a Venezuela, num cabal desrespeito a soberania de um dos integrantes da aliança Mercosul.
Por respeito ao Brasil, declarou o mesmo que continuará sendo o Brasil um dos seus parceiros quando e na verdade e desta forma procedendo, jamais terá o aval do PT enquanto na presidência da república permanecer. Seria mais elegante e se deseja o eleito presidente governar mantendo compromissos políticos internos e externos, não falando nem muito fino e muito menos grosso por demais em se tratando da manutenção das aliançadas conquistas.
Eu particularmente acho muito difícil e no aplicar velhos e tradicionais conceitos políticos modelados por uma direita quase sempre radical, se tornará difícil o Brasil caminhar de braços dados com a argentina como transcorria até então, no que e mesmo com as naturais turbulências políticas e econômicas ocorridas-decorrer do mandato da atual presidenta Cristina Kirchner. Que o Brasil se prepare porque vem por aí ‘chumbo grosso’ advindo do lado da trincheira dos conservadores argentinos, os quais após e passado o atual momento, deverão e com as suas armas antidemocráticas, com certeza se postarem nas fronteiras daqueles que não desejarem falar a sua respectiva língua, infelizmente. Por > MM Souza.


   

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