quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Acreditar em quem?

Ex presidente Lula 'de ontem'
Será que estamos retomando os caminhos de ontem?                Tempos sombrios, tempos em que um Tribunal Regional Federal declara que, em razão do Estado de Exceção, certo juiz não precisa cumprir a lei ou a constituição, nesses tempos de tristeza e trevas tem-se as versões sendo apresentadas como se verdade fosse isso ocorre à exaustão pelos meios de comunicação conservadores, o que forma convicções e certezas que não encontram qualquer relação com a verdade ou com a realidade.
Uma das versões apresentadas como se verdade fosse é a que diz: “não é verdade que Lula pagou a dívida externa”.
Será que essa negativa representa a verdade? Os quadros abaixo desmentem os semeadores das versões.
Gráficos a seguir revelam que Lula recebeu um país quebrado, devendo ao FMI e sem reservas internacionais e de forma competente reverteu o quadro desfavorável.                            
A verdade é que entre 1995 a1998, a política monetária esteve presa à estabilização do câmbio, mantido fixo e sobrevalorizado, a principal âncora para controle inflacionário. Pressões cambiais, decorrentes de saídas de capitais, eram arrefecidas por meio de elevações das taxas de juros básicas da economia. Como a valorização excessiva do real comprometia o desempenho das contas externas, essa política tornava estruturais e crônicos tanto a tendência altista da taxa de juros, quanto o componente financeiro do gasto público, além de submeter a economia a recorrentes solavancos recessivos. Em linhas gerais, a gestão da dívida pública brasileira esteve atrelada às necessidades de captação de recursos estrangeiros.
E mais, não se pode esquecer que com Lula e Dilma dívida pública recuou de 60,38% para 33,60% do PIB, mas a imprensa canalha esconde esses números.
Nos governos Lula e Dilma, a dívida pública teve um importante recuo, o valor, em termos nominais, passou de R$ 892,291 bilhões para R$ 1,626 trilhão, um aumento de 82,26%% em 11 anos, muito inferior aos 482% dos 8 anos de FHC.
E o mais importante: em termos reais, a dívida recuou de forma expressiva, passando de 60,38% para 33,60% do PIB. Isso se deveu a quatro fatores: (i) ao maior crescimento econômico; (ii) à redução das taxas de juros, ainda que não na velocidade desejada; (iii) ao expressivo superávit primário; (iv) e ao recuo do dólar, que reduziu, em reais, o peso da dívida indexada à moeda estadunidense.
Esta redução na dívida pública nos governos do Lula e Dilma se deu sem a utilização do arsenal de medidas corrosivas do governo tucano. As empresas estatais, fundamentais ao social-desenvolvimento, não foram mais privatizadas, pelo contrário foram fortalecidas como no caso da Petrobrás com o modelo de partilha do pré-sal; as concessões da infra-estrutura realizadas passaram a priorizar a modicidade nas tarifas para os usuários e empresas e não mais a arrecadação para o caixa do governo; a carga tributária subiu menos que na era FHC, em torno de 3%, mas que resultou não na criação e aumento de impostos, mas na ampliação da base tributada, como no caso dos 20 milhões de novos trabalhadores formalizados; e os gastos públicos, sobretudo na área social, tiveram avanços expressivos.
 Essa é a verdade. Lula tirou o Brasil do FMI e deixou reservas internacionais invejáveis.
Estudantes nas escolas. > Será a recriação do Lula de ontem?
A História, amparada pelo Tempo, haverá de restaurar a verdade e o futuro haverá de desnudar, para vergonha dos golpistas e seus filhos e netos, as verdadeiras e mesquinhas razões de seu discurso, afinal “O tempo dá, o tempo tira, o tempo passa e a folha vira”, como nos ensina a cultura africana. Reproduzido da página: www.brasil247.com.br / Por > Pedro Maliel.

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