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| Ex presidente Lula 'de ontem' |
Será que estamos retomando os caminhos de ontem? Tempos sombrios, tempos em que um
Tribunal Regional Federal declara que, em razão do Estado de Exceção, certo
juiz não precisa cumprir a lei ou a constituição, nesses tempos de tristeza e
trevas tem-se as versões sendo apresentadas como se verdade fosse isso ocorre à
exaustão pelos meios de comunicação conservadores, o que forma convicções e
certezas que não encontram qualquer relação com a verdade ou com a realidade.
Uma
das versões apresentadas como se verdade fosse é a que diz: “não é verdade que Lula pagou a dívida externa”.
Será que essa negativa representa a
verdade? Os quadros abaixo desmentem os
semeadores das versões.
Gráficos a seguir revelam que Lula recebeu um
país quebrado, devendo ao FMI e sem reservas internacionais e de forma
competente reverteu o quadro desfavorável.
A verdade é que entre 1995 a1998, a
política monetária esteve presa à estabilização do câmbio, mantido fixo e
sobrevalorizado, a principal âncora para controle inflacionário. Pressões
cambiais, decorrentes de saídas de capitais, eram arrefecidas por meio de
elevações das taxas de juros básicas da economia. Como a valorização excessiva
do real comprometia o desempenho das contas externas, essa política tornava
estruturais e crônicos tanto a tendência altista da taxa de juros, quanto o
componente financeiro do gasto público, além de submeter a economia a
recorrentes solavancos recessivos. Em linhas gerais, a gestão da dívida pública
brasileira esteve atrelada às necessidades de captação de recursos
estrangeiros.
E
mais, não se pode esquecer que com Lula e Dilma dívida pública recuou de 60,38%
para 33,60% do PIB, mas a imprensa canalha esconde esses números.
Nos governos Lula e Dilma, a dívida
pública teve um importante recuo, o valor, em termos nominais, passou de R$
892,291 bilhões para R$ 1,626 trilhão, um aumento de 82,26%% em 11 anos, muito
inferior aos 482% dos 8 anos de FHC.
E o mais importante: em termos reais,
a dívida recuou de forma expressiva, passando de 60,38% para 33,60% do PIB.
Isso se deveu a quatro fatores: (i) ao maior crescimento econômico; (ii) à
redução das taxas de juros, ainda que não na velocidade desejada; (iii) ao
expressivo superávit primário; (iv) e ao recuo do dólar, que reduziu, em reais,
o peso da dívida indexada à moeda estadunidense.
Esta redução na dívida pública nos
governos do Lula e Dilma se deu sem a utilização do arsenal de medidas
corrosivas do governo tucano. As empresas estatais, fundamentais ao
social-desenvolvimento, não foram mais privatizadas, pelo contrário foram
fortalecidas como no caso da Petrobrás com o modelo de partilha do pré-sal; as
concessões da infra-estrutura realizadas passaram a priorizar a modicidade nas
tarifas para os usuários e empresas e não mais a arrecadação para o caixa do
governo; a carga tributária subiu menos que na era FHC, em torno de 3%, mas que
resultou não na criação e aumento de impostos, mas na ampliação da base
tributada, como no caso dos 20 milhões de novos trabalhadores formalizados; e
os gastos públicos, sobretudo na área social, tiveram avanços expressivos.
Essa é a verdade. Lula tirou o Brasil
do FMI e deixou reservas internacionais invejáveis.
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| Estudantes nas escolas. > Será a recriação do Lula de ontem? |
A História,
amparada pelo Tempo, haverá de restaurar a verdade e o futuro haverá de
desnudar, para vergonha dos golpistas e seus filhos e netos, as verdadeiras e
mesquinhas razões de seu discurso, afinal “O tempo dá, o tempo tira, o
tempo passa e a folha vira”, como nos ensina a cultura africana.
Reproduzido da página: www.brasil247.com.br / Por > Pedro Maliel.



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