sábado, 26 de setembro de 2015

Navegando em Porto não Seguro

Enxergam milhares de pessoas que transitam diariamente utilizando as balsas que serve o trajeto correspondente aos terminais existentes entre a sede do município de Porto Seguro e o trecho conhecido como “Apaga Fogo”, ou seja, na outra margem do histórico Rio Buranhém sentido de quem segue com destino ao (litoral sul) envolvendo os distritos de Arraial D’Ajuda e Trancoso e por se tratar de uma foz, encontro das águas do oceano com as do dito cujo e onde outrora existia uma enorme riqueza em se tratando do equilíbrio ambiental, principalmente na extensa faixa dos manguezais nas suas margens.
Como se não bastasse os nocivos impactos ambientais diante do intensivo fluxo das balsas, oportunidade que dejetos e vazamentos de óleo diesel são lançados nas correntes, a manutenção e até mesmo reformas das balsas são procedidas a céu aberto e como comprovam as fotos, reparos são realizados não tão somente nos ditos meios de transporte e aí pergunta-se quem se preocupa com as reparações exigidas pelos danos causados a natureza?

Como observado no local entendido como deveria ser um estaleiro, ambientalmente permitido dentro dos rigores das leis ambientais, se enxerga simplesmente uma situação de caos total com resíduos de tintas e zarcões tóxicos usados e jogados a céu aberto e ao Deus dará “em dobro”, se matar qualquer ser que dependa daquele local para a sua sobrevivência, com certeza já morreu.
Em se tratando do assunto, não faz muito tempo a administração da prefeitura local fizera um acordo com a empresa responsável pela movimentação das balsas e no sentido de compensar danos causados no que e politicamente acertando a construção de uma passarela em frente ao prédio da prefeitura, (Casa da Lenha), a qual e coincidentemente se encontra instalada as margens do dito rio e cuja utilidade seria apenas servir como ornamento, quando e na verdade se devia cobrar mais ações do secretário correspondente ao setor.
Quando deveriam ser entendido; “até quando a natureza suportará tanto descaso?” Como resolver as questões ambientais num mundo cada vez mais poluidor, um mundo que certas gentes em nome da ganância e do poder, fazem vistas grosas e até os que são tecnicamente e pseudamente preparados para cuidar das questões ambientais, em nome de um nada, atrás das suas respectivas carteiras, se omitem e nada fazem no sentido  fiscalizatório.
Está na hora de se acordar, o mundo diante de tanto acumulo de lixo se encontra girando mais lentamente e principalmente sobrecarregado infelizmente com um tipo de lixo chamado ser humano. Por> MM Souza. 

                       

Nenhum comentário:

Postar um comentário