quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Brasil, meu Brasil brasileiro...

Ilustração fonte Brasil247.
Em 17 de abril do ano passado, quando Eduardo Cunha, hoje condenado a 15 anos e quatro meses de prisão, aceitou o pedido de impeachment sem crime de responsabilidade contra a presidente legítima Dilma Rousseff, o escritor português Miguel Sousa Tavares definiu a sessão como "a assembleia de bandidos presidida por um   bandido"; que por sua vez e no andar da carruagem, o golpe dos corruptos cumpriu mais uma etapa, na sessão que arquivou a acusação contra Michel Temer por corrupção passiva; o custo envolveu quase 14 R$ 13 bilhões no comprara  a honradez de deputados até mesmo no próprio plenário; passados meses depois de um golpe que transformou o Brasil na maior república bananeira de todos os tempos, o País se condena a ser governado pelo crime organizado do tipo camorra italiana.
Com a anistia que a Câmara dos Deputados lhe deu ao crime de corrupção passiva, sem o apoio do PSDB, Michel Temer já sofre pressão dos seus aliados no cobrarem os previamente anunciados cargos e ministérios ocupados pelos tucanos; PSDB comanda quatro ministérios; como a bancada do PSDB orientou voto contra Temer, deputados do centrão defendem que o peemedebista diminua o tamanho do PSDB no governo, em retaliação; auxiliares de Temer admitem que ele terá de discutir um redesenho do governo, mas que nada ainda foi decidido.

Dando uma de Pilatos, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, defendeu no transcurso da carruagem a peça em que acusa Michel Temer de ter praticado o crime de corrupção passiva, cujo prosseguimento da investigação foi rejeitado pela Câmara. "Nossa instituição não persegue pessoas, simplesmente apura fatos e os apresenta ao poder judiciário". Assim ordena a constituição, assim querem os brasileiros de bem, assim se impõe àqueles que têm caráter; disse Janot, pouco antes da votação começar na Câmara.

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