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| Ilustração fonte Brasil247. |
Em
17 de abril do ano passado, quando Eduardo Cunha, hoje condenado a 15 anos e
quatro meses de prisão, aceitou o pedido de impeachment sem crime de
responsabilidade contra a presidente legítima Dilma Rousseff, o escritor
português Miguel Sousa Tavares definiu a sessão como "a assembleia de
bandidos presidida por um bandido"; que por sua vez e no andar da carruagem, o golpe dos
corruptos cumpriu mais uma etapa, na sessão que arquivou a acusação contra
Michel Temer por corrupção passiva; o custo envolveu quase 14 R$ 13 bilhões no comprara a honradez de deputados até mesmo no próprio plenário; passados meses depois de um
golpe que transformou o Brasil na maior república bananeira de todos os tempos,
o País se condena a ser governado pelo crime organizado do tipo camorra italiana.
Com a
anistia que a Câmara dos Deputados lhe deu ao crime de corrupção passiva, sem o
apoio do PSDB, Michel Temer já sofre pressão dos seus aliados no cobrarem os previamente anunciados cargos e ministérios ocupados pelos tucanos; PSDB comanda quatro
ministérios; como a bancada do PSDB orientou voto contra Temer, deputados do
centrão defendem que o peemedebista diminua o tamanho do PSDB no governo, em
retaliação; auxiliares de Temer admitem que ele terá de discutir um redesenho
do governo, mas que nada ainda foi decidido.
Dando uma de
Pilatos, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, defendeu no transcurso da carruagem a peça em que acusa Michel Temer de ter praticado o crime de corrupção
passiva, cujo prosseguimento da investigação foi rejeitado pela Câmara. "Nossa instituição não persegue pessoas, simplesmente apura fatos e
os apresenta ao poder judiciário". Assim ordena a constituição, assim querem os
brasileiros de bem, assim se impõe àqueles que têm caráter; disse Janot,
pouco antes da votação começar na Câmara.

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