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| Finalizada a Conferência sobre o meio ambiente com sucesso. |
Os resultados colhidos no final da conferência sobre o meio ambiente (COP-21), terminou em tom comemorativo principalmente no
relacionado ao seu problema maior, emissões de gases poluentes os quais provocam o
efeito estufa. Após 13 dias de debates, representantes de 195 países
chegaram a um consenso sobre o seu permanente controle. Oportunamente o primeiro-ministro britânico,
David Cameron, considerou o acordo como um enorme passo para assegurar o futuro do
planeta. Para Cameron, todos os países assumiram sua parte na luta contra as
alterações climáticas.
Pela rede social Twitter, o
presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ressaltou a importância do acordo
e agradeceu a atuação da diplomacia norte-americana. "Isso é enorme. Quase
todos os países do mundo acabam de subscrever o acordo de Paris sobre
alterações climáticas".
O secretário de Estado
norte-americano, John Kerry, afirmou que o Acordo de Paris sobre o clima é uma
vitória para o planeta e gerações futuras. De acordo com Kerry, os países mandaram
uma mensagem aos mercados sobre a direção correta que devem seguir para
diminuir a emissão de gases nocivos ao meio ambiente.
O representante da China na COP 21,
Xie Zhenhua, considerou o acordo “justo, ambicioso e equitativo”. “A China
felicita todos os países por este acordo, que não é perfeito, tem partes que
podem ser melhoradas, mas nos permite avançar para responder ao desafio das
alterações climáticas. Acabamos de escolher o caminho certo para o bem das
gerações futuras”, afirmou. A China é o país que mais emite gases nocivos ao
meio ambiente no mundo.
O Acordo de Paris, como foi chamado o
documento final da 21ª Conferência do Clima da Organização das Nações Unidas
(ONU), entrará em vigor em 2020. O documento prevê limitar o crescimento da emissão
de gases de efeito estufa a 1,5°C, e a criação de um fundo global de US$ 100
bilhões, financiado pelos países ricos, a partir de 2020, para limitar o
aquecimento global a 1,5°C.
O Greenpeace fala:
O
diretor-executivo da organização ambiental Greenpeace, Kumi Naidoo, disse na
última sexta feira (12), que a aprovação do texto final da Conferência Mundial
do Clima (COP 21) sobre a redução de emissões de gases de efeito estufa
representa o fim da era dos combustíveis fósseis.
Ao fim da assembleia que encerrou a conferência sobre o meio ambiente, Naidoo defendeu que os investidores comecem a descontar o dinheiro de créditos obtidos com a redução da emissão de carbono para investir em fontes renováveis de energia. “O mais importante desta conferência é que a indústria dos combustíveis fósseis recebeu hoje a mensagem de que este é o fim da era das energias fósseis. Não podíamos imaginar que acabaríamos por conseguir um objetivo de limitação do aquecimento global a 1,5 grau Celsius [°C]”, destacou.
Em comunicado, a organização não governamental WWF defendeu medidas imediatas para reduzir a emissão de gases tóxicos. Uma das cláusulas do acordo, que entrará em vigor em 2020, prevê que os 195 países que participaram da COP 21 adotem medidas para limitar o aquecimento global a 1,5°C, mas não define quando o resultado deve ser alcançado.
O Acordo de Paris, como foi chamado o documento final da 21ª Conferência do Clima da Organização das Nações Unidas (ONU), entrará em vigor em 2020. A cada cinco anos, os países deverão prestar contas sobre as ações desenvolvidas para evitar que a temperatura global aumente mais de 2 graus Celsius. A redução do aquecimento pretende evitar fenômenos extremos como ondas de calor, seca, cheias ou subida do nível do mar.
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Com informações da Agência Lusa

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