quinta-feira, 1 de outubro de 2015

O lado oculto da moeda política

 Essa é para os que apostam no quanto pior melhor “para si”.
A balança comercial brasileira encerrou setembro com superávit – exportações maiores do que importações – de US$ 2,944 bilhões. O resultado é o melhor para o mês desde setembro de 2011. No acumulado do ano, a balança comercial está positiva em US$ 10,246 bilhões, melhor resultado para o período desde 2012. Os dados foram divulgados hoje (1°) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. O saldo positivo de setembro refere-se a US$ 16,148 bilhões em exportações e US$ 13,204 bilhões em importações.
A média diária (volume financeiro por dia útil) das exportações ficou em US$ 769 milhões, com queda de 13,8% antes setembro de 2014, e crescimento de 4,3% antes agosto desse ano. Nas importações, a média negociada foi US$ 628,8 milhões, com queda de 32,7% em relação à registrada para setembro de 2014 e alta de 3,2% em relação a agosto de 2015. O dólar em alta e a queda nas importações têm contribuído para o desempenho positivo da balança comercial em 2015.
Jornal de Otavio Frias critica o programa televisivo do partido contra o governo Dilma Rousseff e lembra que a CPMF começou a ser cobrada em 1993, quando FHC ocupava o posto de ministro da Fazenda; ‘Já na presidência, o tucano implantou a contribuição e elevou sua alíquota. Do mesmo modo, soa estranho que o PSDB venha a criticar os juros "nas alturas" (14,25% ao ano) quando, na crise que sobreveio à reeleição de FHC, chegaram a 45%’, acrescenta; “Não apenas de Dilma: máscaras de todos poderiam ser distribuídas e apresentadas na TV”, afirma.
Governo tem seus defeitos - entre eles uma tremenda incompetência na divulgação da situação real do país - mas também tem suas virtudes.

A maior parte da imprensa está trombeteando, aos quatro ventos, o fato de que a dívida pública subiu 3,68% em agosto, para 2.68 trilhões. Por que não dar a informação completa, e dizer que o Brasil deve essa quantia, mas tem quase um trilhão e meio de reais, 1.48 trilhões, a câmbio de hoje, em reservas internacionais em caixa?
Reservas internacionais de 370 bilhões de dólares, cujo valor, em moeda nacional aumenta - já que o negócio é divulgar grandes números - em contraposição ao que se deve em reais, a cada vez que o dólar sobe? 

Em um país normal seria também interessante lembrar - em benefício do leitor e da verdade - que a dívida líquida pública - que é o que o país verdadeiramente deve, descontando-se o que tem guardado - caiu em quase 50% nos últimos 13 anos, depois do fim do governo FHC, de mais de 60%, em dezembro de 2002, para aproximadamente 34% do PIB agora.
Para efeito comparativo, nos países desenvolvidos, essa dívida é quase três vezes maior, de mais de 80% em média. 
Quase da mesma forma que a dívida pública bruta, a única a que se dá destaque, que em países como o Japão, a Itália, os Estados Unidos, a França ou Inglaterra, duplica, ou é de quase o dobro da nossa.  
Essa é a realidade dos fatos que, hipócrita e descaradamente, não são levados em consideração, por sabotagem e outros interesses de ordem econômica e geopolítica, por agências envolvidas com escândalos e multadas, em bilhões de dólares, por irregularidades, que, sem críticas ou questionamento,  são endeusadas e incensadas, interesseiramente,  pela mídia conservadora nacional,  como a Standard&Poors, por exemplo. Postagem no Brasil24/7. 

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