Leia com atenção o conteúdo a seguir
e entenda porque o Brasil está se afundando e nós juntamente com ele. China e Rússia quer Lula livre para fortalecer BRINCs na 'guerra' comercial e econômica contra EUA. No que não é um mal negócio para o Brasil.
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| Medição de força... |
A decisão
da China de aumentar para 38% tarifas antidump sobre importação de frango
brasileiro deixou apavorado o agronegócio nacional e disseminou entre os
agricultores, especialmente, do Centro-Oeste, que existem razões políticas,
mais do que, meramente, econômicas, por trás da estratégia chinesa.
A bancada
ruralista, no Senado, está inquieta e já faz ligação da notícia com interesse
geoestratégico chinês de ter Lula na disputa eleitoral, por ser ele garantia de
aliança com os chineses e russos, hoje, fortemente, aliados, na construção da
geopolítica eurasiana, com fortalecimento dos BRICs, na guerra comercial com
Washington.
Os
agricultores e seus representantes do PMDB concluem, em meio ao desespero, como
destacou Ricardo Santin, vice-presidente e diretor de Mercados da Associação
Brasileira de Proteína Animal(ABPA), que a posição da China é, basicamente,
política.
Isso, na
avaliação dele, vai requerer duas providências imediatas: 1 – recorrer já à
Organização Mundial do Comércio(OMC), para tentar evitar o pior, o que é uma
incógnita, dada fragilidade desse organismo internacional, em meio a guerra
comercial global, e 2 – acelerar acerto comercial bilateral com os chineses.
Outra
leitura dos ruralistas conservadores peemedebistas, que se alinharam ao golpe
geopolítico estratégico dos Estados Unidos contra o governo Dilma, é que a China,
deseja recuperar terreno perdido, com queda do PT, como aliado estratégico, na
armação geopolítica dos BRICs, profundamente, incômoda a Washington.
Para tanto,
retaliações comerciais, contra o governo ilegítimo Temer, que se aliou a
Washington, representa duro recado de Pequim a Brasília, no sentido de que o
apetite chinês pelas exportações brasileiras se arrefece sob governo
adversário, na guerra comercial contra China-EUA.
Aliança rompida com golpe
Lula e
Dilma estavam alinhados a Pequim e Moscou, geopolítica e estrategicamente, em
torno dos BRICs, articulação essa destruída por Washington, com o golpe de
2016.
Tio Sam,
com seus aliados internos, no golpe parlamentar-jurídico-midiático, tirou o
Brasil da área de influência de Pequim e Moscou, evitando, por exemplo, o que
ocorre com a Venezuela, apoiada, politica, econômica e financeiramente, em
forças chinesas e russas, no cenário sul-americano.
No Brasil,
com o ilegítimo Temer no poder, ancorado nos golpistas PSDB-PMDB, agora,
eleitoralmente, inviáveis, Tio Sam tenta evitar volta do PT ao poder, cujo
candidato, Lula, pule de dez em qualquer pesquisa que se faça, está preso por
ordem de judiciário, aliado aos interesses americanos.
Nesse
sentido, concluem os peemedebistas, depois de análise de Santin, a China
estaria na defesa de Lula livre para fortalecer os BRICs contra EUA, na guerra
comercial, aberta por Trump.
Faca no
pescoço do agronegócio: os chineses estão dispostos a continuar importando
proteína animal do Brasil, mas sinalizam, com o aumento de 38% das tarifas de
importação sobre produto nacional, disposição política favorável a Lula livre,
aliado da China, na disputa eleitoral.
Na prática,
portanto, a geopolítica global, hoje colocando em polos opostos China-Russia,
de um lado, e Estados Unidos, de outro, passou a influenciar a sucessão
presidencial brasileira.
Eis a razão
que eleva inquietação dos agricultores e sua bancada ruralista, no Congresso,
receosos de que percam negócios, no momento em que já acumulam grandes
prejuízos, em decorrência da greve dos caminhoneiros, responsável por
exterminar, de fome, milhões de frangos, com a interrupção dos transportes.
Política e negócios
Em 2017,
segundo a ABPA, a China comprou 391,4 mil toneladas de carne de frango do
Brasil, correspondendo a 9,2% do total das exportações e a 5% do consumo chinês
dessa proteína animal.
Não,
apenas, frango poderá ser retaliado, na avaliação de Santin, mas, também farelo
de soja, óleos, carnes de porco, de vaca etc, impondo grandes prejuízos ao
agronegócio.
O governo
reagiu à decisão chinesa, por meio do Itamarati, Ministério da Agricultura e da
Indústria e Comércio, mediante argumento de que não há razões econômicas e
sanitárias capazes de justificar tal decisão, razão pela qual Santin concorda
que fatores políticos sobrepuseram a fatores econômicos, em nome da
geopolítica.
A decisão, tomada sexta feira passada, teve resultado fulminante
nas ações de dois grandes grupos nacionais, exportadores de proteína animal, a
BRF e a JBS, cujas ações caíram, em menos de uma semana, 8%, na bolsa, levando
pânico ao mercado bursátil.
O processo para imposição de restrição ao frango brasileiro
começou em agosto de 2017.
No meio do caminho, em fevereiro, a China derrubou tarifas para
o frango produzido nos Estados Unidos, o que significa, na avaliação de
representante do agronegócio, no Congresso, sinal de que o "pedágio"
para o Brasil pode ser moeda de troca em momento em que o presidente americano,
Donald Trump, endurece discurso contra país asiático.
O clima, no agronegócio nacional, portanto, fechado e as
avaliações políticas ligadas à sucessão e à prisão de Lula ganham relevância
como fatores capazes de explicar razões que levaram os chineses a retaliarem o
governo Temer, aliado de Trump. Fonte: Reprodução da página Brasil 247.

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