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| O presidente François Duvalier (Papa Doc) em encontro com o embaixador não-residente de Israel, no Haiti, em 1963 |
Dinastia Duvalier (em francês: Dynastie des Duvalier) foi uma ditadura autoritária do Haiti, que durou
quase vinte e nove anos, de 1957 até 1986, abrangendo duas gerações de uma
mesma família. As eleições diretas, as primeiras da história, foram realizadas
em outubro de 1950 e Paul Magloire, um coronel negro da elite do
exército, foi eleito. O furacão que atingiu a ilha em 1954, devastando a sua infraestrutura
e a economia do país. O fundo de ajuda do furacão foi usado e desperdiçado por Magloire
que por sua vez prendeu adversário, perseguiu e prendeu jornalista, fechou editoras
de jornais etc. etc.
Ao chegar o final do seu mandato, se recusar a sair
e desta forma eclodindo por conta, uma greve geral que parou a combalida economia
do país e desta forma diante do caos estabelecido terminando por Magloire fugir
do país, deixando o governo em estado de miséria absoluta. Quando as eleições
foram finalmente reorganizadas, François Duvalier, um médico rural,
foi eleito, em uma plataforma de ativismo em nome dos pobres do Haiti.
Duvalier acabou tendo que produzir e a seu bel
prazer, uma Constituição para solidificar o poder no substituiu a legislatura
bicameral por uma unicameral. Em 1964, Duvalier declarou-se presidente vitalício,
alterando a cor da bandeira e as armas nacionais trocando-as o vermelho e azul
para vermelho e preto. Demitiu o chefe das forças armadas e estabeleceu uma
Guarda pretoriana para se manter no poder. Criou os Totons Macutes, uma guarda
especial de repressão ao seu povo. No contar com amplo apoio dos setores rurais
do seu país.
Duvalier usou sua influência recém-adquirida
entre os militares para estabelecer sua própria elite. A corrupção era endêmica e ele roubava dinheiro de
agências governamentais para recompensar oficiais leais. Duvalier, também
explorava as crenças populares, conhecidas como Vudou e assim criando um culto da
personalidade no seu entorno si dizendo houngan (um
feiticeiro). Devido ao seu governo repressivo e autoritário. No que e diante de
tantos descalabros, o presidente dos Estados Unidos John F. Kennedy, revogou ajuda
e recordou as missões do Corpo de Fuzileiros em 1962. No entanto, após o assassinato de
Kennedy, as relações com Duvalier abrandariam, em parte devido à localização
estratégica haitiana perto de Cuba.
No relacionado ao futuro do Brasil diante do
quadro que se apesenta, comparar com o principio fundamentado comparativamente
com a então republiqueta do Haiti, “seria uma mera coincidência”, já que
coincidentemente ou não, os caminhos de lá poderão ser reproduzidos aqui no que
não deverá ser uma mera coincidência.
Como as instituições brasileiras,
principalmente as que deveriam ser guardiãs da constituição federativa se
encontram na sua grande maioria marginal e alinhada ao autoritarismo ate então
demonstrado pela família do eleito presidente Jair Bolsonaro E como perguntar
não ofende. Será que corremos o risco, “por ser olhados e tratados pela família
do Tio Sam como apequenados de ver reproduzido no Brasil o ocorrido no Haiti?”
Bom aí quem dirá em conformidade
com o andar da carruagem, serão os historiadores. Por > MM Souza.

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