quarta-feira, 27 de julho de 2016

Viver ou sobreviver na comunicação brasileira? 

247, com Sputnik Brasil - O governo da Turquia ordenou o fechamento de 16 emissoras de TV, 3 agências de notícias, 23 emissoras de rádio, 45 jornais, 15 revistas e 29 editoras, no âmbito das retaliações à tentativa de golpe de Estado no país, informou nesta quarta-feira o jornal oficial Resmi Gazete.
O jornal destaca que a decisão foi tomada no âmbito do estado de emergência, declarado pelo governo da Turquia em 20 de julho e que está previsto para durar durante os próximos três meses.
Entre outros, serão fechados os seguintes órgãos de imprensa: Barış TV, Bugün TV, Can Erzincan TV, Dünya TV, Hira TV, Irmak TV, Kanal 124, Kanaltürk, MC TV, Mehtap TV, Merkür TV, Samanyolu Haber, Samanyolu TV, SRT TV, Tuna Shopping TV, Yumurcak TV, bem como as agências Cihan, Muhabir e SEM.
Mais cedo nesta quarta, segundo a rede alemã Deutsche Welle, as autoridades turcas emitiram mandados de prisão para 47 antigos executivos e jornalistas do jornal "Zaman", por supostamente apoiar o clérigo islâmico Fethullah Gülen, que vive nos Estados Unidos e é acusado pelo governo Erdogan de ter ordenado a tentativa de golpe militar ocorrido no dia 15 de julho. Ao menos um jornalista, o ex-colunista Sahin Alpay, foi detido em sua casa hoje.
Num regime de absoluta normalidade poderia até condenar atitudes similares em qualquer país aonde à democracia fora sempre respeitada, no caso da Turquia, bem ou mal o atualmente presidente sob ameaça de uma oposição que planejava retira-lo do poder a força, que e num condicionamento de autodefesa, mapiou e acompanhou os passos dos que faziam parte do complô e assim sendo dentro de 24 horas entre traições e tiros conseguiu abafar tudo e provocar um expurgo dentre das instituições militares, na justiça e do estado. No que e se visto pelo lado de cá, a coisa poderia ter terminado no mesmo formato, se a presidenta Dilma governasse de olhos atentos aos seus mais próximos no armar um cerco aos chacais, coisa que não aconteceu e assim quando a mesma acordou para a realidade dos fatos e no passar da carruagem, se perdeu a mesma  no poeirão. Por> MM Souza.  

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