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| Clima de guerra partidária |
O intelectual Renato Janine Ribeiro, professor de
ética e filosofia da USP, publica um importante artigo nesta quarta-feira, em
que critica o simplismo da agenda de quem protestou no dia 15 de março, como se
a eliminação do PT pudesse libertar o Brasil da corrupção; "Há uma reação
tola", diz ele; "Um dos modos dessa reação é carimbar um culpado bem
afastado de nós. O PT cumpre hoje esse papel de demônio, que já foi de Getúlio
Vargas. Assim se afasta de nós esse cale-se. Somos poupados"; ele também
levanta questões importantes: "Por que tantos querem que a investigação
foque só o PT? A apuração não deve ser ampla, geral e irrestrita?" Que haja justiça para todos.
Aécio deve explicações:
Já está no gabinete do
procurador-geral da República, Rodrigo Janot, o pedido dos deputados
federais Adelmo Leão e Padre João, e do deputado estadual Rogério Correia,
todos do PT mineiro, para que a Justiça Federal investigue se há envolvimento
do senador Aécio Neves (PSDB-MG) no caso Furnas; a análise do requerimento não
tem prazo pré-determinado; denúncia foi feita pelo doleiro Alberto Youssef e
divulgada em vídeo; ele afirmou que recolhia propinas na empresa Bauruense,
subcontratada de Furnas, para o deputado José Janene (PP-PR), falecido; e
afirmou ter ficado sabendo que a diretoria da empresa era de
responsabilidade do então deputado Aécio Neves.
Guerra entre partidos da rapinagem “propinagem”:
Força-tarefa da Operação Lava Jato, comandada pelo
juiz Sérgio Moro, afirma que "surgiram mais provas",
"suficientes", sobre o pagamento de propina pelo lobista Fernando
Soares, o Fernando 'Baiano', a fim de barrar a CPI da Petrobras em 2009;
segundo o delator Paulo Roberto Costa, ex-diretor da estatal, R$ 10 milhões
foram repassados ao então presidente do PSDB Sérgio Guerra, falecido em 2014;
em decisão publicada nesta quarta-feira 25, Moro decretou uma nova prisão
preventiva contra Baiano, relacionada à propina tucana.
Senado e Congresso contra Dilma:
Nesta quarta-feira, após a Câmara aprovar um
projeto que obriga o governo federal a rever o indexador da dívida de estados e
municípios, o presidente do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros
(PMDB-AL), avisou que o Senado está pronto para derrubar eventuais vetos da
presidência da República; "Se a presidente vetar é o Congresso, ao final e
ao cabo, que vai apreciar o veto. E aí vamos para a apreciação de veto, mas a
palavra final será do Congresso", disse ele; na prática, o
presidencialismo de coalizão vem sendo substituído por um parlamentarismo
branco, em que tanto Renan quanto o presidente da Câmara, Eduardo Cunha
(PMDB-RJ), impõem sua agenda ao Palácio do Planalto; ele adiou hoje a votação
no Senado para a próxima terça-feira 31.
Mais
detalhe na página: www.brasil 24/7.


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