quarta-feira, 25 de março de 2015

Política > Guerra contra o governo envolve justiça-senado e congresso

Clima de guerra partidária
O intelectual Renato Janine Ribeiro, professor de ética e filosofia da USP, publica um importante artigo nesta quarta-feira, em que critica o simplismo da agenda de quem protestou no dia 15 de março, como se a eliminação do PT pudesse libertar o Brasil da corrupção; "Há uma reação tola", diz ele; "Um dos modos dessa reação é carimbar um culpado bem afastado de nós. O PT cumpre hoje esse papel de demônio, que já foi de Getúlio Vargas. Assim se afasta de nós esse cale-se. Somos poupados"; ele também levanta questões importantes: "Por que tantos querem que a investigação foque só o PT? A apuração não deve ser ampla, geral e irrestrita?" Que haja justiça para todos.

Aécio deve explicações:
Já está no gabinete do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, o pedido dos deputados federais Adelmo Leão e Padre João, e do deputado estadual Rogério Correia, todos do PT mineiro, para que a Justiça Federal investigue se há envolvimento do senador Aécio Neves (PSDB-MG) no caso Furnas; a análise do requerimento não tem prazo pré-determinado; denúncia foi feita pelo doleiro Alberto Youssef e divulgada em vídeo; ele afirmou que recolhia propinas na empresa Bauruense, subcontratada de Furnas, para o deputado José Janene (PP-PR), falecido; e afirmou ter ficado sabendo que a diretoria da empresa era de responsabilidade do então deputado Aécio Neves.
Guerra entre partidos da rapinagem “propinagem”:
Força-tarefa da Operação Lava Jato, comandada pelo juiz Sérgio Moro, afirma que "surgiram mais provas", "suficientes", sobre o pagamento de propina pelo lobista Fernando Soares, o Fernando 'Baiano', a fim de barrar a CPI da Petrobras em 2009; segundo o delator Paulo Roberto Costa, ex-diretor da estatal, R$ 10 milhões foram repassados ao então presidente do PSDB Sérgio Guerra, falecido em 2014; em decisão publicada nesta quarta-feira 25, Moro decretou uma nova prisão preventiva contra Baiano, relacionada à propina tucana.

Senado e Congresso contra Dilma:

Nesta quarta-feira, após a Câmara aprovar um projeto que obriga o governo federal a rever o indexador da dívida de estados e municípios, o presidente do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), avisou que o Senado está pronto para derrubar eventuais vetos da presidência da República; "Se a presidente vetar é o Congresso, ao final e ao cabo, que vai apreciar o veto. E aí vamos para a apreciação de veto, mas a palavra final será do Congresso", disse ele; na prática, o presidencialismo de coalizão vem sendo substituído por um parlamentarismo branco, em que tanto Renan quanto o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), impõem sua agenda ao Palácio do Planalto; ele adiou hoje a votação no Senado para a próxima terça-feira 31.

Mais detalhe na página: www.brasil 24/7.

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