quinta-feira, 18 de julho de 2019

Politicamente "Viva o Gordo")

Memoráveis Tempos, memoráveis personagens...
Imagem meramente ilustrativa Google
- Lembro-me como um dos integrantes da equipe técnica do programa Viva O Gordo, levado ao ar pela Rede Globo na década dos anos 80 semanalmente. Como integrante também tinha “sem tietagem”, as minhas preferencias por determinados personagens criados pelo próprio Jô e a sua competente equipe de redatores capitaneada Por Max Nunes e Hilton Marques.Existindo dois personagens que muito me chamava à atenção ‘por muito gostar' de suas tiradas’. 

SEBÁ - representando um fictício personagem “mulher de um exilado político que se encontrava refugiado politicamente na França", o qual sempre revelava amor ao seu país. Sempre repetia que se encontrava trocho de saudades da terrinha, “época de pré-abertura política pós ditadura” inicio da década dos anos 1980. Ambos numa ligação direta do titular com o fictício personagem, revelava diretamente da capital francesa o seu amor pelo seu país e não ter mais como aguentar as saudades. 
Ai Jô no personagem como se a mulher dele fosse falava sempre ameaçando retornar de qualquer jeito, por não mais aguentar e se encontrando troncho de saudades; “venha não” dizia ela, ao passo que o mesmo retrucava, “Você não quer que eu volte Madá”. Repetia ela; “venha não” porque a coisa aqui está ainda preta (repressivamente). Fruto e resquícios do seletivo andamento da reabertura política comandada pelos ‘caserneiros generais’. Alguns dos quais resistia nos interiores de suas casernas, em promover a plena reabertura democrática no país.

- Outro personagem que fazia o público de casa delirar, inclusive integrantes da equipe do programa nos seus oficios de bastidores. Era o Reizinho, o ponto alto do programa. Que por incrível coincidência, retrata a politico que vivencia o país no atual momento. Ocasião que o Rei por se tratar de um anão, tinha que impor a sua autoridade através da força da sua ocupação enquanto monarca. Quando um dos vassalos queria aparecer e se destacar perante os demais e até mesmo o próprio, o Rei se anunciava que mesmo sendo pequenininho, quem mandava era ele no repetir; “sóis Rei, sóis Rei?” e aí seguia o programa com os seus fantásticos personagens, incluindo outro muito popular perante os aficionados do futebol.

- ZÉ DA GALERA, cujo personagem do outro lado da linha telefônica conversava com Jô estacionado sempre embaixo de um um orelhão ‘telefone público’, utilizava o personagem esse meio, para mandar recado ao técnico da seleção brasileira, “na época Telê Santana". solicitava o mesmo numa constância de repetições ao técnico, para colocar um ponta. Obviamente na condição de fanático torcedor ajudar o técnico nos problemas de ataque da seleção.
Memoráveis tempos, tempos que apesar de se encontrar o país saindo das empáfias militaristas, mesmo assim se fazia brincadeiras e gozações.  Por >MM Souza.     


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