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ex-embaixador e ex-secretário-geral do Itamaraty Samuel Pinheiro Guimarães
analisou a viagem do presidente Jair Bolsonaro aos Estados Unidos e as
concessões feitas aos americanos. Para ele, a viagem faz parte de um anúncio de
união e alinhamento entre os dois países.
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| Entregando o Brasil... |
"Essa visita faz parte de um anúncio, reiteradas vezes
feita pelo presidente Bolsonaro, de se unir com os Estados Unidos, em todos os
assuntos, todos os assuntos. E buscar nos Estados Unidos apoio não se sabe bem
para que, talvez para que aumentem os investimentos, segundo Paulo Guedes, o
que não tem nada a ver. O Brasil é um dos maiores receptores de investimentos
estrangeiros dos últimos anos e não tinha alinhamento com os Estados Unidos",
disse o ex-secretário.
Samuel Pinheiro Guimarães também relembrou uma frase do
presidente feita durante a viagem e a classificou como gravíssima. "Há
tantos aspectos interessantes na viagem que deve ter chocado várias pessoas de
diferentes ângulos, pela questão do visto... são coisas menores, mas há uma
frase do presidente Messias Bolsonaro que é a seguinte: 'eu vou desconstruir o
Brasil', isso é muito grave. O presidente, quando faz seu juramento de respeito
às leis, ele não pode dizer que vai desconstruir o país, isso é algo
extraordinário. O que ele quer dizer com isso? Quer dizer tudo que o senhor
Paulo Guedes está fazendo, tudo o que o senhor Paulo Guedes está fazendo ele
tem anunciado".
O ex-embaixador também comentou outra declaração de Bolsonaro
que afirmou ser o primeiro presidente não antiamericano a visitar o país.
"Há outros pequenos episódios, como a visita à CIA e a afirmação que era a
primeira vez que um presidente que não era antiamericano visitava os Estados
Unidos, o que revela profunda ignorância da história mais recente, e uma
injustiça com o presidente Fernando Henrique Cardoso, que era recebido com
todas as honrarias pelo presidente dos Estados Unidos".
Ele relembrou também a relação do ex-presidente Lula com os
americanos e suas lideranças. "O próprio presidente Lula foi recebido
numerosas vezes pelo presidente Obama e pelo presidente Bush, que era do
Partido Republicano e que tinha ótimas relações com o presidente Lula".
Sobre a base de Alcântara, localizada no Maranhão e cedida pelo
presidente Bolsonaro aos americanos, o ex-secretário-geral explicou o interesse
dos Estados Unidos no território. "Eles vão chegar e construir uma base de
lançamento no Brasil sofisticada para concorrer com um deles? Eles vão montar
uma base militar lá, os Estados Unidos têm mil bases militares fora de seu
território, mas não têm aqui, em frente à África e dentro do Brasil".
Eu cá
com os meus botões; já que o cidadão presidente Feik foi eleito por ¼ apenas da
população brasileira e em respeito a maioria, em se tratando de assuntos
delicados como esse, não seria melhor provocar uma consulta ‘plebiscito’, no
sentido de que fosse tomada uma decisão efetivamente nacional?
Ô meu!!
Assim não dá. Por MM Souza.
















